Retrofit na área de saúde revitaliza o prédio do Laboratório de Investigação Médica da FMUSP
prédio

A majestosa escadaria de acesso às áreas internas é uma das características arquitetônicas do prédio

A área de pesquisa, conhecida como LIM 44 – Laboratório de Investigação Médica – é uma das unidades científicas sediadas no prédio principal da FMUSP, na região de Pinheiros, e está adequando sua estrutura e instalações às novas exigências tecnológicas em pesquisas médicas, focadsa em especial no cérebro, com investigação em imagem, usando diferentes técnicas.

O desafio a acr arquitetura foi manter um estilo que marcou época e a história de uma cidade, criando um projeto que atendesse às necessidades modernas de pesquisa do Laboratório de Ressonância Magnética em Neurorradiologia, ligado ao Departamento de Radiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. “O edifício está preservado, mas as atuais demandas técnico-científicas exigem adequações, que devem ser cuidadosas para causar o mínimo de impacto em sua arquitetura original. É modernizar o antigo sem desrespeitar os aspectos histórico-culturais. Este foi o foco do nosso projeto”, comenta Antonio Carlos Rodrigues, sócio-diretor da acr arquitetura.

No laboratório, com cerca de 170 m2, aproveitou-se a luminosidade natural, conservando as amplas janelas como uma das principais soluções do retrofit, criando um espaço claro, funcional e seguro. Foram realizadas novas instalações hidrossanitárias, renovados os layouts das bancadas, armários e disposição dos equipamentos, criando condições ideais para as pesquisas.

“O projeto é especial. Ao mesmo tempo em que havia uma ampla expectativa de que a arquitetura transmitisse a complexidade e o alto nível tecnológico das pesquisas ali realizadas, existia um orçamento a ser cumprido. Atender estes dois pontos essenciais da obra exigiu um briefing minucioso de todos os processos, para que o layout fosse adequado às atividades e equipamentos”, observou Rafael Tozo, sócio-diretor da acr.

No ambiente central, onde se localiza o micrótomo, principal equipamento do laboratório, se optou por uma ampla peça volante de corian, posicionada de forma a facilitar o acesso dos pesquisadores. Outro detalhe foi a iluminação, pois o processo nesse ambiente é realizado em diversas intensidades e se instalaram vários circuitos e dimerizações, além de luminárias auxiliares de mesa.

Na questão estrutural, o desafio foi a área de armazenamento das lâminas de microscópio, em vidro, arquivadas em caixas de madeira. Devido à grande quantidade e uma possível expansão, com as novas pesquisas, foi projetado um reforço para suportar o peso e evitar futuros danos ao edifício. “As prateleiras de caixas, com as escadas volantes, tipo biblioteca, são elementos de arquitetura que aliaram praticidade e revelaram a função do laboratório”, comenta Rafael Tozo.

A funcionalidade também se expressa nos distintos usos do espaço. As áreas administrativas e o salão principal para os pesquisadores podem ser usadas como auditório e, por isso, um projetor embutido no teto e a persiana black-out da janela, que serve também como tela de projeção, atendem a este multiuso da área.

História Preservada – Ao longo da sua história, o edifício passou por várias obras, que alteram sua forma original, adaptando os espaços às novas e crescentes exigências do ensino médico, que nem sempre eram compatíveis com o tipo de instalações. “O resultado é que hoje há características arquitetônicas de diferentes épocas, mas  ainda se mantém a majestosa escadaria de acesso às áreas internas e amplas janelas com vista para os jardins, que criaram uma  atmosfera agradável ao  laboratório”, ressalta Antonio Carlos Rodrigues.

Projeto do arquiteto Ramos de Azevedo e tombado pelo patrimônio histórico em 1981, o prédio é um símbolo na área da ciência e saúde da capital, implantado, em 1913, pelo médico Arnaldo Augusto Vieira de Carvalho, como a Faculdade de Medicina e Cirurgia de São Paulo e, chamado carinhosamente de “Casa de Arnaldo” pelos alunos e ex-alunos. Em 1925 tornou-se Faculdade de Medicina de São Paulo e, em 1934, foi incorporado à Universidade de São Paulo.

Serviço:
acr arquitetura
11 5572-9924
http://www.acr.arq.br

 

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